sábado, 28 de março de 2015

Barthes e o nu em nós

"A linguagem é como uma pele: com ela eu entre em contato com os outros.".


Roland Barthes é sempre intuitivo, com um discurso rascante que inebria e nos faz compromisso perene com nós mesmos e com o outro.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Wilde, sempre

              Oscar Wilde foi um 'frasista' esplêndido e cada gota de sua arte se derrama sobre as letras formando ideias de uma singeleza e força inigualáveis. Disse, certa vez:

Todos estamos na sarjeta. Alguns, porém insistem em olhar para as estrelas.

              Que possamos fazer-nos brilhar. O brilho de quem se sabe arte. Arte diária. Que os problemas, as dificuldades não nos fechem os olhos para o Belo. Insistamos nas estrelas.

             

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O alfabeto para Galileu

                  Em seu Por que ler os clássicos?, Italo Calvino visita o texto Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo do brilhante Galileu que diz:


                 Mas sobre todas as invenções estupendas, que eminência de mente foi aquela de quem imaginou encontrar modo de comunicar seus próprios pensamentos mais recônditos a qualquer outra pessoa, mesmo que distante por enorme intervalo de lugar e de tempo? Falar com aqueles que estão na Índia, falar com aqueles que ainda não nasceram e só nascerão dentro de mil ou dez mil anos? E com que facilidade? Com as várias junções de vinte pequenos caracteres num pedaço de papel, Seja este o segredo de todas as admiráveis invenções humanas.

                   A palavra escrita tem a força da mudança e da perenidade; é doce e cortante; aquece, envolve.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Eu comigo mesmo

                Quando Jorge Luis Borges percebeu que o processo de cegueira chegava a um ponto crítico, da prosa voltou-se para a poesia. Diziam o críticos que seria mais fácil para o genial escritor escrever um texto mais rápido. Penso diferente. Acredito que na iminência da perda da visão por completo, Borges quis o limite; quis expressar numa linha, numa quadra, toda a dor, toda a alegria, todo sonho do mundo. Não foi fácil... foi intenso; não foi rápido...foi eterno.

Com a palavra, Lewis Carroll

Alice: Quanto tempo dura o eterno?
 
Coelho: As vezes apenas um segundo.



É isso. Um olhar, um sorriso, um gesto, uma palavra: tudo pode conter a eternidade quando sentido e vivido intensamente.


 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Octavio Paz, poesia em movimento


IRMANDADE

Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.


A natureza da escritura de Octavio Paz seduz pela simplicidade, singeleza de quem lê o íntimo do indivíduo.

Um Barthes dasafiador

 "A linguagem é como uma pele: com ela eu entro em contato com os outros."

"Toda a recusa duma linguagem é uma morte."

Qual sua personagem favorita? II

O Rouxinol... O Rouxinol e a Rosa é um adorável conto infantil do querido Oscar Wilde. O pássaro tão cantado pelos poetas personifica um ve...