Os duzentos e quatro anos, hoje, de Orgulho e preconceito, de Jane Austen chamam à uma constante indagação: o que faz com que um texto se torne um clássico? A identificação com as personagens mesmo nas diferentes gerações; a linguagem que atinge os corações de épocas diversas; os temas que parecem eternos às almas?
Há pouco vi uma notícia que não me surpreendeu: as pessoas estão recorrendo aos clássicos da literatura como terapia, relaxamento da mente. Já disse uma amigo há algum tempo: com literatura, consultórios de psicologia estariam mais vazios. É clássico. Ler torna-nos a todos mais tolerantes, mais abertos, mais destemidos. Clássico. Claro!
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