“A boa literatura mantém viva a consciência crítica de uma sociedade.”
Um bom amigo chamou-me a atenção, certa vez, para o efeito curativo do texto literário. Ou deveria, agora eu usar o termo 'paliativo', cujo sentido abrangente me foi elucidado por Leo Pessini. Palium era um manto usado para proteger peregrinos das intempéries. O texto literário nos protege de um real que se quer permanentemente definido, não deixando margens para o 'e se?' E se fosse diferente?; e se eu não tivesse medo?; e se eu me expressasse melhor?.
Vivemos de mudanças, de ajustes, de conversões.=; de começos e recomeços.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Michel Foucault, para hoje
"Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir."
Jane Austen, reflexiva
"Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la toda de uma vez?"
domingo, 16 de outubro de 2016
Missing Wilde
Em 16 de outubro de 1854, nascia aquele que se intitularia 'cidadão do mundo'. Oscar Wilde viveu como escreveu: de pura arte. Sua vida foi tão real quanto ficcional, bem a seu gosto. Muito do que se contava sobre ele não se sabia ao certo se era verdadeiro e quando perguntado respondia jocosamente "não seria interessante se tivesse acontecido?". Suas inúmeras máscaras ainda estão por ser descobertas ao longo dos anos. Oscar Wilde ainda é atual e sua escrita tão cotidiana, como dizia Jorge Luis Borges, como se estivéssemos juntos saboreando o desjejum.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Eu primavero
Quando criança, achava conjugação verbal tema difícil e treinava sempre que podia. Depois de muito praticar, punha-me a brincar e 'verbalizar' até os nomes. Hoje vai uma lembrança infantil:Eu primavero, tu primaveras, nós primaveramos...
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Por que não?
E se meus personagens favoritos se misturassem mesmo?
Borges declarou certa vez que temia que à noite as palavras dos livros se embaralhassem e ele não as recuperasse mais pela manhã.
Ouso ir um pouco além e imagino se os personagens pudessem pular de uma história para outra só para experimentar uma nova aventura. Eles teriam, assim, segredos que o autor desconheceria. À noite aproveitariam para se libertar das linhas e pela manhã se encaixariam novamente para delícia dos escritores.
Um encontro secreto de Mr. Darcy e Emma Bovary. Será que ela o seduziria e Elizabeth ficaria só? Talvez não. Mr. Thornton chegaria para consolá-la, encolerizando Margaret. Que tal Dom Quixote abandonando Dulcineia e mergulhando no País das Maravilhas?!
Ahh... Borges. Até que seria divertido!
Borges declarou certa vez que temia que à noite as palavras dos livros se embaralhassem e ele não as recuperasse mais pela manhã.
Ouso ir um pouco além e imagino se os personagens pudessem pular de uma história para outra só para experimentar uma nova aventura. Eles teriam, assim, segredos que o autor desconheceria. À noite aproveitariam para se libertar das linhas e pela manhã se encaixariam novamente para delícia dos escritores.
Um encontro secreto de Mr. Darcy e Emma Bovary. Será que ela o seduziria e Elizabeth ficaria só? Talvez não. Mr. Thornton chegaria para consolá-la, encolerizando Margaret. Que tal Dom Quixote abandonando Dulcineia e mergulhando no País das Maravilhas?!
Ahh... Borges. Até que seria divertido!
terça-feira, 13 de setembro de 2016
A solidão da leitura
A leitura é um ato solitário e, como tal, precisa de tempo de nutrição. O velocidade das informações, a intensidade das redes sociais não incentivam os instantes de ócio criativo - aquele de que nos falavam os artistas de finais do século XIX - que dá espaço á imaginação, ao exercício sereno do pensamento. Sem tempo para uma crítica pautada na análise cuidadosa, caminhamos - ou melhor, corremos - e nos esquecemos cada vez mais de gestar ideias que perdurem, que sejam sólidas como os grandes ideais.
Solitária, leio, agora. Serão poucos minutos de 'vida'. Ouço ruídos, mas insisto em não me apressar. Há tempo. Pois se o tempo não existe, não é, Oscar Wilde?
Solitária, leio, agora. Serão poucos minutos de 'vida'. Ouço ruídos, mas insisto em não me apressar. Há tempo. Pois se o tempo não existe, não é, Oscar Wilde?
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"A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente, consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser."