Era tímida e o livro me salvava de certos encontros de socialização não desejados. Entendam-me, era alegre e comunicativa, porém, gostava de momentos a sós e a escola não me permitia muito nos horários de recreio. Eu tinha que estar em uma das brincadeiras ou conversas de menina. O livro surgiu assim, primeiramente, como uma desculpa. Tornou-se, depois, imprescindível. Hoje, perto ou longe dos amigos, tenho sempre um livro comigo - companhia nunca recusada.
Às crianças, hoje, desejo muitos sonhos com as letras e muitas aventuras nas páginas.
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