domingo, 8 de outubro de 2017

Refletindo...

Os contos de fadas exercem uma influência muito benéfica na formação da personalidade porque, por meio da assimilação dos conteúdos da estória, as crianças aprendem que é possível vencer obstáculos e saírem-se vitoriosas, especialmente quando o herói vence no final. Isso ocorre porque, durante o desenrolar da trama, a criança se identifica com as personagens e “vive” o drama que ali é apresentado de uma forma geralmente simples, porém impactante. Conflitos internos importantes, inerentes ao ser humano, como a inevitabilidade da morte, o envelhecimento, a luta entre o bem e o mal, a inveja, etc. são tratados nos contos de fadas de modo a oferecer desfechos otimistas. Desta forma, oferece à criança uma referência para elaborar  os  terríveis  elementos  ansiógenos  que  habitam  seu  imaginário,  como seus medos, desejos, amores, ódios etc., que na sua imatura e concreta perspectiva apresentam-se amedrontadores e insolúveis. Esse aprendizado é captado pela criança de uma forma intuitiva (por estarem os elementos sempre carregados de simbolismo) tornando-se muito mais abrangente do que seria possível se fosse feito pela compreensão meramente intelectual. Acredita-se que o efeito integrador que os contos de fadas têm sobre a personalidade seja o fator responsável pelo fato de terem resistido à passagem do tempo e terem se universalizado.
Mariuza Pregnolato

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Refletindo...

Um de seus primeiros efeitos benéficos ocorre no plano da linguagem. Uma sociedade sem literatura escrita exprime-se com menos precisão, riqueza de nuances, clareza, correção e profundidade do que a que cultivou, os textos literários.
Outro motivo para se conferir à literatura um lugar de destaque na vida das nações é que, sem ela, a mente crítica – verdadeiro motor das mudanças históricas e melhor escudo da liberdade – sofreria uma perda irreparável. Porque toda boa literatura é um questionamento radical do mundo em que vivemos. Qualquer texto literário de valor transpira uma atitude rebelde, insubmissa, provocadora e inconformista.
Mario Vargas Llosa

terça-feira, 12 de setembro de 2017

(D)escolhas

De tudo bonito que posso escolher, espero o que sobra. Pego com o cuidado de quem aquilo escolheu. Meu critério passa a ser outro. Já tenho o objeto e os meus sentidos todos e, não somente o olhar, passam a trabalhar nele e com ele. É o que tenho. O que posso fazer dele?
Diariamente, enfrentamos situações a que somos expostos sem termos tido qualquer oportunidade de escolha. O bom que retiro disso é o bem que multiplicarei com a escolha do que não escolhi.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Aprendizagem significativa, para hoje e sempre

"A essência do processo de aprendizagem significativa é que as ideias expressas simbolicamente são relacionadas às informações previamente adquiridas pelo aluno através de uma relação não arbitrária e substantiva (não literal)." David Ausubel

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Para minha irmã

Estabelecer um dia para se lembrar de uma categoria social, profissional ou mesmo familiar é até simpático. No entanto, pessoas queridas são lembradas a todo instante. Basta um som, uma canção, uma palavra e até odor para a memória afetiva remeter seu corpo e mente inteiros até aquela pessoa.
Minha irmã Maria Elizabeth é de sangue. Mas, mais do que isso é de espírito. Conto com seus aconselhamentos, incentivo, carinho o tempo todo e isso tudo faz dela única.
Lembro-me de você todos os dias. Hoje, aqui no blog, as palavras que tanto amo são para dizer o quanto sua vida faz  diferença para mim. Elas vão sopradas com muita ternura para encontrar você aí onde está agora.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Mais da musicalidade do pensamento de Foucault

Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir.


A mudança constante é necessária. É revisão; reposicionamento. Não se trata de deixar de lado valores e crenças, mas rever suas atitudes nestes valores; sua adesão a eles no cotidiano.



A música de Foucault

Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo.


Cada vez que tento me definir já me tornei outro. Minha metamorfose não acaba. De lagarta a crisálida me desdobro e redobro minha ação no mundo. Sem medo. Sigo em frente porque só há em frente. Neste compasso, danço a vida e ela me acolhe.